Paulo Vereda


ouro preto 2009

 



Escrito por Paulo Vereda às 20h52
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Paulo Vereda DRT ATOR 28387/SP

 

fotos: Marcus Nascimento

 

18 segundos, o vestido de noiva, dorotéia, game: jogo perigoso, a noiva, a coberta d´alma, morrer de amor, amor e traição



Escrito por Paulo vereda às 09h22
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Causa mortis?

 - Você tá com a boca vermelha.

 

 - Quase morri sabia?

 

 - O que é isso?

 

 - Foi o pó?

 

 - Pó?

 

 - Eu rasguei o envelope e joguei tudo de uma vez. O pó fez uma fumaça que me sufocou a garganta. Quase morri!

 

 - Ki-suco de morango?

 

 - Não, de tuty-fruti!

 

 - Quer um gole?

 

 - Não. E limpa o bigode.

 



Escrito por Paulo vereda às 17h11
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“O ENFEITE”

por Paulo Vereda

-Cadê o computador?

-Pai?

-Cadê sua mãe?

-Pai?

-Cadê a mesinha de canto?

-Ela me pediu pra não te contar.

-A mesinha pediu?

-Você não sentiu falta pai?

-Do computador?...

-Pai?

-...ou da mesinha?

-Pai acorda! Ela foi embora! Levou o computador e levou todos os enfeites da estante.

-Quem? A mesinha levou?

-A minha mãe! Foi embora, faz sete dias! Ela me pediu pra não te contar!

-Sua mãe também foi?

-Pai?

-O computador foi embora! A mesinha foi embora! Todos os enfeites da estante foram... E a sua mãe foi...

-Foi embora. Minha mãe foi embora, mas volta aqui todos os dias. Enquanto você tá no bar, ela entra aqui, pega alguma coisa, me dá um beijo e me pede pra não te contar. Nos primeiros dias, foram os enfeites da estante, depois a mesinha de canto, e por último, o computador. Entra, pega, beija e pede...

-Pede pra não me contar que está pegando as coisas?

-Não pai! Ela pede pra não te contar que foi embora.

-Mas ela não foi embora.

-Como não? Ela foi embora já faz sete dias.

-Mas você disse que ela volta aqui todos os dias.

-Eu acho que ela volta só pra saber se você sentiu falta, pra pegar alguma coisa, pra me dar um beijo e pra me pedir pra não te contar...

-Então... Os enfeites da estante...

-Pretextos! Pai, pretextos!

-Pretextos? O computador foi embora! A mesinha foi embora! Os enfeites foram embora! E a sua mãe volta aqui todos os dias para roubar pretextos? Filho me conta uma coisa, o que são pretextos? Onde os pretextos ficavam nesta casa? Na estante junto com os enfeites? Ou no baú? Eles estavam aqui em casa e eu nem sabia! Eu vivia com pretextos sem saber o que significavam. Pretextos? Pre-tex-tos? Filho, o dicionário também foi embora? Onde ficava o dicionário? Ficava lá no baú? Ou aqui na estante? Aqui, onde ficava a violeta de plástico? Ou perto do cachorro? Cadê? Cadê o cachorro? Aquele chiuaua de gesso que sua avó ganhou no bingo da paróquia? Filho, o chiuaua de gesso também foi embora?

-Não era um chiuaua. Era um veado!

-Não! Não era um veado! Era um chiuaua. Tenho certeza.

-Pai! Aquilo era um veado de gesso marrom.

-Não! Aquilo não era um veado! Não tinha chifre! E chiuaua também é marrom!

-Pai! Aquilo era só uma merda de um enfeite de gesso na estante. Um chiuaua viado de gesso marrom sem chifres, uma merda de um enfeite empoeirado na estante. Era só um enfeite.

-Filho, você também vai embora?

-Não sei.

-Não sabe? Não sabe. Computador de gesso, Mesinha sem crifre, Violeta marrom, dicionário de plástico, chiuaua de canto, mãe empoeirada, baú de pretexto, enfeite, enfeite, enfeite! Filho cachorro!

-Pai?

-Eu não sei se você vai embora, ou...

-Não sei.

-...ou se ela volta pra te pegar...

-Não sei!

-Filho. Não sei, mas...

-Pai?

-...eu tô sentindo um vazio aqui.

 

 



Escrito por Paulo vereda às 13h42
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registro

 

Minha primavera começou no observatório, olhei pra minha infância e me emocionei, senti o cheiro do tanque da minha avó. E percorri veredas esquecidas.

 

Na madrugada a roda de amigos e risadas na praça, me remeteram a adolescência na mureta da praia, amigos novos com cheiro de amigos antigos, nunca esquecidos.

 

Naquela manhã de primavera um presente lindo, o trabalho e a arte falando da minha vida. Da minha vida real e da fábula que eu inventei para acreditar... Eu cansado como a formiga ouvia o cantar da cigarra...

 

Na noite de sexta foi a vez de espiar a maturidade pela fechadura, tomar um café e me permitir acreditar, ainda que por 18 segundos,  que tudo valeu a pena.

 

Sábado de superação os iluminados vocacionados, inundaram minha alma de energia, sentimento de missão cumprida.

 

Domingo morrer de amor no limite físico.

 

Muitas histórias no meio dessas historias todas, talvez ninguém entenda 100% deste post. Talvez alguns entendam um ou outro parágrafo...

 

Fica assim o registro inconsistente da festa mais linda da celebração da primavera de muitas vidas.



Escrito por Paulo vereda às 14h24
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madrugada satyriana

"...quando vemos o sol e a lua no mesmo azul do céu, alguma coisa de mágico parece que está acontecendo." L.Valcazaras



Escrito por Paulo vereda às 12h16
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DRAMAMIX 24/10 AS 11AM



Escrito por Paulo vereda às 12h29
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EU NAS SATYRIANAS

23 SEXTA AS 11hAM - " AFORMIGA E O CIGARRO"

23 SEXTA AS 20hPM - "18 SEGUNDOS"

24 SÁBADO  AS 1530hPM - "ATOS PARALELOS"

24 SÁBADO AS 1630hPM - "18 SEGUNDOS"

25 DOMINGO AS 07hAM - "MORRER DE AMOR"



Escrito por Paulo vereda às 12h38
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Satyrianas 2008



Escrito por Paulo vereda às 12h21
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DRAMAMIX


Alguém falou que a dramaturgia paulista estava em crise?
DramaMix, a maior festa da dramaturgia brasileira.


Quinta-Feira, 23 de Outubro

 

20h00 – “Madonna Mia!!!”, de Sérgio Roveri

21h00 – “Duquesa in Progress”, de Vera de Sá

22h00 – “Observatório”, de Luiz Valcazaras

23h00 – “Os Sapatos Azuis da Poodle Branca”, de Érika Riedel

24h00 – “Test Drive”, de Roberto Moreno

 

 

Sexta-Feira, 24 de Outubro

 

01h00 - “A Turba”, de Otávio Martins

02h00 – “A Pélvis do Elvis”, de Lúcia Franka Carvalho

03h00 – “Ramón e Chantal”, de Nicolás Monastério

04h00 – "Sobre o teu Corpo e Duvidei", de Ruy Jobim Neto

05h00 – “Flores de Asfalto”, de Adriana Brunstein

06h00 – “Como Sempre”, de Thiago Duran Nogueira

07h00 – “Saudade”, de  Clóvis Torres

08h00 – “Andares Acima”, de Carol Guedes

09h00 – "O Indireto Afetivo na Linguagem do Carioca", de Francisco Bosco

10h00 – “Juntos para Sempre”, de Jorge Julião

11h00 – “A Formiga e o Cigarro”, de Paulo Vereda

12h00 – “A Doce Fúria de Sonhar”, de Ana Roxo

13h00 – “Ceia”, de Leandro Sarmatz

14h00 – “Matéria dos Sonhos”, de Claudia Pucci

15h00 – “Gorilas”, de Celso Cruz

16h00 – “Revelação”, de Paulo Santoro

17h00 – “O Amor não tem Sexo”, de Carlos Rosa

18h00 – “O Vazio dos teus Olhos”, de Marta Baião

19h00 –  “Jesus Conection Show”, de Marcos Ferraz

20h00 – “20 Motivos pra 1 Minuto de Silêncio”, de Ruy Filho

21h00 – “Monólogo da Velha Apresentadora”, de Marcelo Mirisola

22h00 – “Cabeça de Medusa”, de Beatriz Carolina Gonçalves

23h00 – “Rourke Song”, de Marcelo Trasel

24h00 – “ Sad Christmas”,  de Mário Bortolotto




Escrito por Paulo vereda às 12h02
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